O PANORAMA VISTO DA SERRA

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

PROFESSORA PÕE ORDEM NA GRITARIA DOS "JURITISMO" MENSALEIRO: ESTÃO CONFUNDINDO TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO, PRESENTE HÁ MUITO EM NOSSO ORDENAMENTO JURÍDICO, COM TEORIA DO DOMÍNIO DA ORGANIZAÇÃO, QUE NÃO FOI APLICADA PELO STF

por Reinaldo Azevedo

Como costuma acontecer, Janaína Conceição Paschoal, advogada e professora livre docente de Direito Penal na USP, põe os devidos pingos nos “is”. Em artigo exclusivo para este blog, a professora faz a necessária distinção entre a Teoria do Domínio do Fato e a Teoria do Domínio da Organização. A primeira, ela evidencia com fartura de exemplos, está presente em nosso ordenamento jurídico, é largamente estudada na academia e não constitui, à diferença do que andam dizendo por aí, nem novidade nem exotismo. O “juristismo mensaleiro”, isto afirmo eu, está tentando investir na confusão. Sustenta e demonstra Janaína que, ao estudar o “concurso de pessoas”, um estudante iniciante de direito já entra em contato com a Teoria do Domínio do Fato”. E esta foi aplicada com correção pelos ministros do Supremo.
O que o tribunal não fez — embora alguns queiram acusá-lo disso — foi aplicar a Teoria do Domínio da Organização. Tivesse sido assim, aquele que foi apontado como o chefe do esquema não teria sido condenado por dois crimes apenas — corrupção ativa e formação de quadrilha —, mas por todos os praticados pelos envolvidos. Escreve Janaína: “Contrariamente ao que vem sendo afirmado, uma decisão judicial que procura estabelecer as responsabilidades dos diversos intervenientes em um crime, com base na Teoria do Domínio do Fato, é uma decisão garantista, que segue à risca o Artigo 29 do Código Penal, segundo o qual o agente deverá ser responsabilizado na medida de sua culpabilidade”. Assim, caros leitores, a Teoria do Domínio do Fato é, antes de mais nada, “garantista”.
Os mensaleiros e alguns dos seus porta-vozes na imprensa estão fazendo uma confusão dos diabos entre os vários conceitos. Em seu artigo, a professora lembra que empresários que se associam a políticos para cometer determinados crimes podem acabar, como aconteceu, pegando penas maiores do que aqueles a quem eventualmente servem. E assim é porque elas estão sendo arbitradas segundo o crime de cada um.
Abaixo, segue um trecho do artigo. A íntegra está aqui. Não deixe de ler. Trata-se de uma aula primorosa. É um privilégio poder publicá-lo. Leiam trechos.
*
Muito se tem falado da Teoria do Domínio do Fato nos últimos tempos. Há quem a identifique com o nazismo, e há outros que, mesmo não indo tão longe, aproximam-na da responsabilidade objetiva, mediante a qual uma pessoa é penalizada pelo cargo que ocupa. Nesse debate, também há intervenções que findam por relacionar a Teoria do Domínio do Fato à teoria da prova — por conseguinte, não são poucos os analistas que, defendendo ou criticando, aduzem que a Teoria do Domínio do Fato admitiria condenação com fulcro em indícios. Em um primeiro momento, soa salutar que uma questão tão afeta aos Manuais de Direito Penal esteja sendo largamente discutida pela sociedade. Diferentemente de grande parte dos acadêmicos, vejo com bons olhos essa apropriação do técnico pelo homem comum. Como admiradora da obra de Jurgen Habermas, acredito que a democracia não se faz apenas nos gabinetes. Não obstante, não é possível calar diante das impropriedades que vêm sendo propaladas acerca de tão antiga e assentada teoria. Se as imprecisões fossem arguidas pelos profissionais envolvidos em determinada causa, na tentativa de defender seus clientes, não seria caso de fazer reparos. Ocorre que os impropérios vêm sendo anunciados, nos mais diversos meios de comunicação, por pessoas que não têm envolvimento direto na defesa de quem quer que seja e, por conseguinte, gozam de maior confiabilidade, dada a isenção. O resultado disso é que a população está recebendo informações equivocadas acerca da Teoria do Domínio do Fato, que está umbilicalmente ligada à responsabilidade subjetiva.
Preocupo-me, especialmente, com os jovens juízes e também com os jovens membros do Ministério Público, que, induzidos a erro, poderão realmente acreditar que alguém possa ser acusado e condenado sem provas e que tal arbitrariedade se dê com fulcro na Teoria do Domínio do Fato. Situação que, para uma penalista, soa como verdadeira heresia. Qualquer aluno iniciante no Direito Penal, ao estudar o concurso de pessoas, entra em contato com a Teoria do Domínio do Fato. Já em 1992, quando eu cursava o segundo ano da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, na disciplina Direito Penal-Parte Geral, o saudoso Professor Antônio Luís Chaves Camargo discorria sobre tal teoria com absoluta familiaridade. Em 1996, quando eu estava no quinto ano da Faculdade, o Professor Miguel Reale Júnior, na disciplina Temas Fundamentais de Direito Penal, revisitou o concurso de agentes, tratando largamente da Teoria do Domínio do Fato. Seguindo o exemplo de meus mestres, também eu, desde que comecei a dar aula de Direito Penal, explico aos meus alunos que o concurso de pessoas, também designado por concurso de agentes, está completamente centrado na Teoria do Domínio do Fato.
Com efeito, diz-se que há um concurso de agentes quando um mesmo crime é cometido por mais de uma pessoa. Assim, quando um grupo se une para matar alguém, ou para roubar um banco ou para desviar dinheiro público, está-se diante de um concurso de agentes no homicídio, no roubo, ou no peculato. O fator que determina o concurso de agentes é a unidade de desígnios, a vontade de unir-se a outrem para a prática de um crime. Todos os concorrentes devem querer a consecução do delito. Uma vez constatado o concurso de agentes, faz-se necessário estabelecer o papel de cada um dos concorrentes. Nosso ordenamento jurídico, a doutrina e a jurisprudência admitem duas possibilidades: o concorrente pode ser coautor, ou partícipe. É aqui que entra a Teoria do Domínio do Fato.
Destaque-se que ela não tem nada a ver com responsabilidade objetiva nem com provas. A Teoria do Domínio do Fato se aplica no momento de verificar se um determinado concorrente, em um determinado crime, tinha ou não domínio sobre o fato. Se ficar definido que ele tinha esse domínio, está-se diante de um coautor; se ficar definido que ele não tinha tal domínio, está-se diante de um partícipe.
O coautor e o partícipe
O partícipe é o agente (ou concorrente) que, apesar de não ter realizado o verbo do crime (ele não esfaqueou, não recolheu o dinheiro, não realizou diretamente o desvio…), auxiliou, induziu, ou instigou o outro a realizar. A análise da jurisprudência mostra que, em casos de roubo a bancos, ou a residências, muito se discute se o agente (ou concorrente), que ficou do lado de fora, deve ser tratado como coautor ou como partícipe; e o critério para essa definição é justamente a existência de domínio sobre o fato. Esse domínio, na maior parte das vezes, é determinado com base na natureza essencial, ou não, da colaboração daquele sujeito para o sucesso da empreitada criminosa. Isso significa dizer que, se os demais agentes puderem consumar o roubo independentemente da colaboração do sujeito que ficou aguardando do lado de fora, está-se diante de um partícipe. Por outro lado, se a colaboração desse sujeito for essencial à consumação do delito, está-se diante de coautoria.
Importante destacar que, seja na condição de coautor, seja na condição de partícipe, o concorrente sempre responde pelo crime na medida de sua culpabilidade, como manda o Artigo 29 do Código Penal, o qual, em seus parágrafos, prevê situações em que o partícipe pode receber punição mais branda que os autores ou coautores. Percebe-se que, ao avaliar uma determinada situação concreta, quando o intérprete chega à Teoria do Domínio do Fato, ele já está convicto de que há provas para incriminar o concorrente, ou seja, provas de que havia unidade de desígnios, de que ele queria a prática do delito. O desafio é apenas definir qual a natureza do papel desempenhado: coautoria ou participação.
Em seu artigo 62, Inciso I, o Código Penal até possibilita que aquele que não se envolveu diretamente na consecução do crime seja punido de maneira agravada com relação aos demais concorrentes caso tenha promovido, organizado, ou dirigido a atuação dos demais. Apenas a fim de evidenciar que a Teoria do Domínio do Fato não tem nada de novo no nosso ordenamento, transcrevem-se trechos de algumas obras, chamando a atenção para o fato de haver livros do final da década de 90 tratando naturalmente do tema.
(…)
Teoria do Domínio da Organização
Talvez, esteja havendo certa confusão entre a Teoria do Domínio do Fato e a Teoria do Domínio da Organização. É essa teoria, elaborada por Claus Roxin, que prega que, no âmbito de uma organização criminosa, o líder, ao instituir determinadas normas, responderá pela atuação de qualquer membro do grupo que tenha praticado crimes seguindo referidas normas. Costumo dar o seguinte exemplo em sala de aula: “Imagine que o chefe de uma organização mafiosa determine que qualquer membro do grupo, que venha a dormir com a mulher de um parceiro deverá ter seu pênis decepado. Caso um dia, um membro do grupo criminoso, ao flagrar um parceiro com a esposa de outro, venha a concretizar a norma posta pelo líder, este poderá ser responsabilizado. Pressupõe-se, portanto, que o líder da organização criminosa tem o domínio sobre todos os fatos perpetrados com base em suas regras, ainda que não tenha conhecimento de um ato específico.
A teoria domínio da organização NÃO se confunde com a Teoria do Domínio do Fato. O autor português Jorge Figueiredo Dias deixa bem evidente tal diferenciação.
“Com o exposto não se pretende afirmar que o domínio-da-organização se possa aplicar a todo o âmbito do crime organizado. Logo na sua primeira formulação, Roxin fazia depender o funcionamento daquela categoria da circunstância de se acharem preenchidos três requisitos: 1) trata-se de um aparelho organizado de poder, com uma estrutura hierarquizada rígida; 2) verificar-se uma efetiva fungibilidade do autor imediato, o que implica possuir a organização em causa uma certa dimensão, e, 3), por fim, haver-se o aparelho de poder desligado da ordem jurídica, optando, como um todo, pela via criminosa.
A partir daqui Roxin concretizou tais requisitos isolando as duas situações-tipo em que o domínio-da-organização pode, em seu entender, funcionar como fundamento da autoria mediata: por um lado, a hipótese de uma organização política, militar ou policial que se apodera do aparelho de Estado; e de que podem constituir exemplos – infelizmente entre tantos outros – o sistema nacional-socialista alemão, o regime comunista da RDA ou as ditaduras militares da América Latina; e, por outro lado, movimentos clandestinos, organizações secretas e associações criminosas que têm objetivos adversos à ordem jurídica estabelecida e, pelo poder de que dispõem, como que constituem um “Estado dentro do Estado”.
A estes dois casos se resumiria, pois, o campo de aplicação do domínio-da-organização. Para além deles, não se encontrariam preenchidos os três pressupostos acima indicados, pelo que, mesmo em se tratando de criminalidade organizada, apenas poderiam intervir os demais critérios do domínio-do-fato…” (Jorge de Figueiredo Dias. Questões Fundamentais do Direito Penal Revisitadas, São Paulo: RT, 1999, p. 366).
É verdade que Claus Roxin chegou a rever essa sua teoria (a do domínio da organização). No entanto, seu arrependimento não se deu por força de sua aplicação às organizações criminosas. O arrependimento do autor se verificou porque sua teoria foi erroneamente aplicada no âmbito da criminalidade econômica, punindo-se, por exemplo, o presidente de uma empresa, que tem finalidade lícita, por um suposto crime ocorrido na ponta (pode-se pensar em um não recolhimento de tributo, uma infração ambiental, ou mesmo um crime contra o consumidor). Em outras palavras, o que incomodou o autor foi o fato de uma teoria criada para ser aplicada a organizações precipuamente voltadas para o crime ter sido desviada para punir pessoas ligadas a instituições com finalidade lícita. Aqui sim, seria possível vislumbrar responsabilidade objetiva.
(…)
Contrariamente ao que vem sendo afirmado, uma decisão judicial que procura estabelecer as responsabilidades dos diversos intervenientes em um crime, com base na Teoria do Domínio do Fato, é uma decisão garantista, que segue à risca o Artigo 29 do Código Penal, segundo o qual o agente deverá ser responsabilizado na medida de sua culpabilidade. E isso eu não estou dizendo agora, por força da celeuma criada em torno do mensalão. Eu escrevi que a Teoria do Domínio do Fato está relacionada à garantia da responsabilidade penal subjetiva em 2009, quando depositei minha tese de livre-docência, intitulada Ingerência Indevida, posteriormente convolada em livro. Aliás, ainda que discorde de alguns posicionamentos adotados pelo Supremo Tribunal Federal, durante o julgamento do mensalão, é impossível deixar de reconhecer a total observância de todas as garantias individuais. Em muitos momentos, deve-se dizer, essa observância foi muito maior que a verificada em qualquer outro caso neste país.
(…)

LUIZ CARLOS PRATES COMENTA ENTREVISTA DO MINISTRO CELSO DE MELLO PUBLICADA NA FOLHA


ESPECIALISTA EM CRITICAR ADVERSÁRIOS, MARIA DO ROSÁRIO AINDA NÃO FALOU SOBRE OS ESCRAVOS DA OAS

do Ucho.Info


Silêncio obsequioso – O ser humano é mutante e vez por outra surpreende, mas compreender a petista Maria do Rosário Nunes, ainda ministra da Secretaria de Direitos Humanos, tornou-se missão das mais impossíveis. Radical na defesa de suas crenças ideológicas, Maria do Rosário só sabe atacar e direcionar críticas a assuntos que lhe interessam, assim como ao partido que arruinou o Brasil em uma década, mas seus integrantes insistem em dizer que foi a maior de todas as conquistas.
A Caixa Econômica Federal, instituição financeira do governo federal e responsável pelo pagamento dos benefícios do Bolsa Família, cometeu um grave erro que levou à boataria sobre o fim da esmola social que ajuda o PT a manter seu curral eleitoral, mas horas depois da primeira notícia sobre o tema a ministra Maria do Rosário não economizou palavras para colocar a culpa nos partidos de oposição. Tiro no pé, pois semanas mais tarde o presidente da Caixa, Jorge Hereda, foi obrigado a reconhecer a falha da instituição. A Polícia Federal, por sua vez, escalada para investigar o caso, demorou semanas para dar uma resposta pífia e desconexa.
Que Maria do Rosário só sabe atacar os adversários políticos e está empenhada na operação revanchista que recobre a Comissão da Verdade (até agora foi da Meia Verdade) todos sabem, mas é estranho o silêncio da ministra responsável pela Secretaria de Direitos Humanos em muitas situações. Isso se repetiu nesta semana, quando 111 trabalhadores nordestinos foram flagrados em situação análoga à escravidão no entorno do Aeroporto de Guarulhos, onde trabalham nas obras de ampliação e modernização que estão a cargo da empreiteira OAS. Mas há uma situação ainda mais grave no caso da OAS, que deveria ter despertado a conhecida ira da ministra: a do tráfico de trabalhadores.
Por certo Maria do Rosário, que é tão covarde quanto estridente, foi devidamente orientada pelo núcleo duro do governo da companheira Dilma Rousseff para que acionar o seu costumeiro e vergonhoso silêncio de ocasião, porque empreiteiras são as grandes fontes de financiamento de campanhas eleitorais. Considerando que para esconder as muitas mentiras contadas por Dilma será preciso dinheiro de sobra, a ordem é poupar os donos dos milhões de reais que cairão em breve no caixa da campanha presidencial petista.
Em relação às vítimas do petista Eduardo Gaievski, acusado de estupro de vulneráveis, a “companheira” Maria do Rosário demorou muito para criticar o pedófilo que, a convite de Gleisi Hoffmann, trabalhava como assessor especial na Casa Civil. Sua única manifestação sobre o caso aconteceu por escrito e depois de muita pressão nas redes sociais, mas com um evidente viés de contrariedade, até porque a “companheirada” é adepta confessa do corporativismo.

CONSPIRAÇÕES

A comunistalha brasileira que através da "Comissão da Meia Verdade" da Secretaria dos Direitos Humanos, como não consegue nos convencer nem da importância que existia para a cúpula dos Governos Militares que governaram o Brasil desde 64, do jornalista Vladimir Herzog morto nos porões da ditadura possivelmente por subalternos do poder e nem também pela incoerência que isto representa não terem sido também mortos importantes líderes comunistas como Brizola, Arraes e o próprio José Dirceu que até hoje consegue realizar das "suas", vem agora nos querer impingir a teoria de que teriam sido assassinados Goulart, Jucelino e Carlos Lacerda. É demais!

VAMOS MUDAR DE ASSUNTO

PAREM DE FALAR DA DILMA
O GOVERNO DILMA NÃO EXISTE,
OU, DILMA NÃO EXISTE!
ELA SÓ ESTÁ CUMPRINDO
MUITO BEM E MUITO MAL
O SEU PAPEL GERENCIAL!

SOBRE PESQUISAS PRESIDENCIAIS

TODO O MUNDO CAÍU
SÓ DILMA SUBIU
O POVO CONTINUA BURRO
COMO NUNCA SE VIU!

LIMITAÇÕES

ENQUANTO USA E IRAN COSTURAM
UMA NOVA DIPLOMACIA NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 
A GRANDE "ESTADISTA" OU ESTATISTA? TUPINIQUIM!
DIUMA SÓ, TENTA REVOGAR,
AS AÇÕES PSICÓTICAS DOS BURACOS DE FECHADURA
DAS PORTAS QUE SEPARAM OS PAÍSES

SPONHOLZ E OS RATOS MENSALEIROS

IVES GANDRA HOJE E IVES GANDRA A MENOS DE UM ANO

OU, COMO UM GRANDE TRIBUTARISTA PODE REDUZIR A CONDENAÇÃO DE CERTOS TRIBUTOS NA ÁREA PENAL MAS CONSEGUE VIVER NUM PAÍS EM QUE TANTO A CARGA TRIBUTÁRIA QUANTO A PENAL É MUITO MAIOR PARA POBRES QUE PARA RICOS. 


Por Reinaldo Azevedo
Publiquei nesta segunda um post sobre as considerações que o advogado Ives Gandra Martins andou fazendo sobre o mensalão e as críticas, infundadas e confusas, que dirigiu à chamada “Teoria do Domínio do Fato”. O post está aqui.
Pois é. Em outubro de 2012, o mesmo Ives Gandra concedeu uma entrevista a Maria Lydia Flandoli, no Jornal da Gazeta. Se, hoje, Gandra acha que José Dirceu foi acusado sem provas, há menos de um ano ele explicava, na prática, a razão da condenação. O vídeo é curto. Assistam. Volto para encerrar.
                                      
O que mudou? Não tenho a menor ideia. Só ele, creio, pode responder.

BATALHÃO MARECHAL ZENÓBIO DA COSTA VIROU BATALHÃO CARLOS LAMARCA

Esquerda, volver!

Artigo no Alerta Total

 
Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

E eu que cheguei a tomar a posição de sentido, prestar a minha continência e dizer que estava para o que desse e viesse com o comandante do CML  Que bobo fui.... Ainda ontem vi o pobre de um coronel, entregue às piranhas, abrindo os portões do seu quartel à sanha da politicalha de esquerda! 
Aonde estava o comandante militar de área para segurar as pontas de um desalentado companheiro, perdido no tempo e no espaço pela falta de atitude de seus chefes e comandantes sempre engolindo sapos, sempre aceitando puxões de orelha, sempre subservientes aos nossos inimigos de crenças e tradições?
Aonde estão os oficiais-generais de quatro estrelas do alto comando que não se unem, não para dar um golpe, mas para fazerem chegar ao comandante da Força Terrestre que as "calcinhas" já foram arriadas em demasia e que mordomia, taifeiros, carros de representação e toques de corneta não valem a falta de atitude, a honra militar enxovalhada, o espírito de corpo atirado para o espaço?
Aonde estão as maiores autoridades oriundas do Exército, aquelas que, encasteladas no governo de uma terrorista revanchista, não levantam uma palha em defesa do respeito próprio pela Instituição? 
  Covardia, omissão, acomodação, apego às benesses dos cargos! E olha que ainda tem gente nossa que acha que extrapolo quando digo estas verdades.
 De fato, não posso esquecer, tem muito "sapato alto" que não gosta do Bolsonaro, mas, ele estava lá sozinho. Infelizmente para atestar que nossos comandantes superiores não estão nem aí para a invasão de quartéis tradicionais, veteranos da "FEB", pelo antigo inimigo, traiçoeiro, um oponente odiento, vingativo, impiedoso, tiranicamente sem escrúpulos, que não titubeará, enquanto continuarmos "frouxos", em inaugurar, é de pasmar, dentro de unidade do Exército, um memorial em honra de terroristas notórios.
 Que não se duvide, estes canalhas vão exigir formatura, com todas as honras e sinais de respeito e a presença de algum condestável "vaquinha de presépio". Quem sabe um "general choramingas", daqueles que se prestam a confraternizar com as multidões, jogando para a plateia a fim de ganhar "mariolas", abraços e beijinhos da "tia Joana".
Meus amigos, que ninguém duvide mais do meu posicionamento. Estarei pronto para retornar à "disciplina militar prestante" ao primeiro chefe militar da ativa que se impor como tal.  A reserva está fazendo a sua parte e me orgulho de formar em suas fileiras, mas não podemos fazer mais do que isso, para tanto é preciso ter tropa na mão. Atualmente me movem, tão somente, a importância que dou a admiração dos subordinados que um dia comandei em outras oportunidades, a consideração dos superiores que privaram comigo, o respeito pela nossa Instituição e a lealdade que devo à Pátria!
O resto é o resto!  SELVA! BRASIL ACIMA DE TUDO!

Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior na Reserva.

DEPOIS DE MENTIR NA ONU, DILMA OFERECE ESPETÁCULO DE MITOMANIA PARA EMPRESÁRIOS EM NY

Devemos estar todos loucos para ouvirmos o que ouvimos durante quase toda a semana sem nem sequer termos escutado da parte das ruas e das mídias eletrônicas quase nada que nem ouse chegar perto do que publicou o Ucho.Info. E teria muito mais sobre o que se comentar a respeito de um governo, o governo ainda LULA, que nem sequer conseguiu uma GAC, ficando somente no GPN.
É o que mostra o movimento circular do dedo indicador!

do Ucho.Info


Camisa de força – Não contente em destilar um cipoal de mentiras durante o discurso de abertura da 68ª Assembleia-Geral da ONU, na terça-feira (24), Dilma Rousseff, a gerentona inoperante, protagoniza novo espetáculo de mitomania em Nova York. Nesta quarta-feira (25), falando para uma plateia de empresários, mas que em termos percentuais é composta em maior quantidade por integrante do desgoverno do PT, Dilma dá mostras inequívocas de ser fiel à teoria do nazista Joseph Goebbels, que certa feita disse: “De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade”.
Nazismo à parte, a presidente está cometendo um desvario na mais importante cidade do planeta ao tentar convencer empresários e investidores de que o Brasil é o país de Alice, aquele das fabulosas maravilhas. Como sempre acontece, Dilma aproveitou a oportunidade para incensar o PT e afirmou que “o País começou o ciclo de aceleração na década passada”. Ou seja, além de Messias de camelô, Lula, o lobista-fugitivo, é a versão moderna e tropical do português Pedro Álvares Cabral, pois coube ao petista descobrir o Brasil. Para justificar tamanha sandice, Dilma abordou as questões de infraestrutura, setor cuja excelência pode ser facilmente conferido nas estradas, portos e aeroportos brasileiros.
Messiânica e mentirosa tal o antecessor, Dilma falou que o governo do PT, a derradeira solução do universo, “reduziu sistematicamente a desigualdade social”. Como boa comunista que é, a presidente conseguiu o que muitos já sabem, que é a socialização da miséria. Como a “bem sucedida política de inclusão social” – as palavras são de Dilma – foi um fracasso, restou aos petistas palacianos reinventarem a classe média. De tal modo, quem mora na favela e recebe R$ 1 mil por mês é integrante dessa utopia social petista chamada classe média.
A proeza do PT foi conseguir arremessar 40 milhões de novos consumidores na classe média, o que foi possível apenas porque essa legião de incautos acreditou nas palavras embusteiras de Lula. Essa massa de obtusos permitiu que o endividamento familiar atingisse níveis inusitados, assim como a inadimplência alcançasse índices preocupantes. Não importa o que as pessoas pensam ou enfrentam, desde que cada uma consiga esconder o carnê vencido atrás da televisão nova que está exposta na sala. Essa é a política burra de inclusão social dos messiânicos petistas, verdadeiros prepostos do Criador no planeta.
Dilma fez questão de exaltar, diante de empresários escaldados com os comunistas, que a classe média brasileira tem 100 milhões de consumidores prontos para comprar. Todas as pesquisas e estudos sobre a economia nacional mostram exatamente o contrário, mas a presidente insiste em mentir de forma acintosa, como se as pessoas não se informassem sobre a realidade do País.
Sobre as recentes e ruidosas manifestações de junho passado, que no cardápio de críticas a paralisia do governo federal mereceu lugar de destaque, Dilma disse que ouviu a voz rouca das ruas e que está respondendo aos manifestantes com ações concretas. Na verdade, até agora só se viu uma promessa atrás da outras, exceto o golpista programa “Mais Médicos”, que estava em gestação desde março passado e que servirá para o Palácio do Planalto mandar um dinheiro extra para o sanguinário ditador Fidel Castro, e seu estafeta de plantão e não menos covarde Raúl Castro, que por fraternidade comunga na gênese da tirania.
Dilma é tão irresponsável, que disse aos espectadores do seu mitômano espetáculo que os manifestantes que foram às ruas de diversas cidades brasileiras “não pediram a volta ao passado, mas pediram mais avanço”. Primeiro é preciso lembrar que na última década o Brasil retrocedeu de maneira assustadora, situação que exigirá dos cidadãos de bem pelo menos cinco décadas de esforço contínuo para ser consertada.
Em segundo lugar não se deve desconsiderar a possibilidade de Dilma Rousseff estar sendo diuturnamente enganada por sua assessoria, ou, então, ela finge que não enxerga o óbvio, que não deixa de ser preocupante. Nas redes sociais é cada vez maior o número de pessoas que pedem o retorno dos militares. De igual modo cresce o contingente de brasileiros que não apenas aprovam a suposta espionagem norte-americana, como sonham com algum tipo de incursão da Casa Branca para livrá-los do caos.
Como sabem os leitores, o ucho.info e seus jornalistas defendem a democracia em todas as instâncias, apesar das mazelas inerentes, mas não se pode ignorar a realidade. O Brasil vive uma crise econômica grave, que Dilma e seus assessores insistem em creditar ao cenário internacional, além de uma crescente lufada de credibilidade, o que tem espantado eventuais investidores. Diante de um amontoado de inseguranças jurídicas e do intervencionismo cada vez maior de um governo populista e dado às tiranias, nem mesmo um descompensado do raciocínio é capaz de tirar um vintém do bolso.
O ápice do espetáculo circense ancorado por Dilma ficou por conta do momento em que o ministro da Educação, o irrevogável Aloizio Mercadante, foi incensado pela chefe do governo brasileiro. Disse Dilma, ao falar sobre mão de obra, que o País agora forma mais engenheiros do que advogados. E a presidente lembrou uma declaração de Mercadante, que certa vez disse que “advogado é custo e engenheiro é produtividade”.
Acreditar em um governo que tem à frente da pasta da Educação alguém que inaugurou o “autoplágio” é sinal de irresponsabilidade desmedida. Ademais, se a fala de Aloizio Mercadante, um político conhecidamente arrogante e incompetente, tem suas nesgas de profecia, a realidade brasileira mostra o contrário, pois os tribunais estão com processo saindo pela janela, enquanto as obras estão cada vez mais atrasadas.
Com Dilma Rousseff na presidência, disparando sandices nos quatro cantos do mundo, a única coisa a se lamentar é que ser brasileiro é um vexame descomunal. Pena que apátridas são obras de ficção.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

REFORMA ELEITORAL APROVADA NO SENADO É ARMADILHA CRIMINOSA QUE GARANTIRÁ O ENTERRO DA DEMOCRACIA

Publicado no Ucho.Info



Pé no freio – Uma das mais importantes vozes da oposição no Congresso Nacional, o deputado federal Rubens Bueno (PR), líder do PPS na Câmara, fez na tarde desta terça-feira (24) um discurso contundente na tribuna da Casa, o ocasião em que destacou a armadilha que representa o projeto de reforma eleitoral aprovado recentemente no Senado Federal. A matéria é um amontoado de atalhos legislativos inócuos que escondem a verdadeira intenção dos seus idealizadores, que agem na contramão das roucas vozes que ecoaram nas ruas do País durante as manifestações de junho passado.
Ao criticar a matéria, que contém excesso de “cosmética” para camuflar um golpe desdenhado para sufocar a democracia, o líder do PPS foi contundente: “Uma reforma, que em um de seus pontos, aumenta ainda mais a promiscuidade entre os que estão no poder e aqueles que financiam as campanhas, ao permitir, por exemplo, que empresas ligadas a concessionárias de serviços públicos façam doações milionárias de campanha”.
Paralisado por causa da já conhecida incompetência do governo petista de Dilma Rousseff, o Brasil está prestes a deflagrar processos licitatórios no âmbito de serviços públicos que, de acordo com estimativas oficiais, deve chegar à incrível marca de R$ 500 bilhões. Com o projeto de reforma eleitoral aprovado pelos senadores, essas empresas poderão, por exemplo, despejar dinheiro em campanhas políticas dos atuais donos do poder.
Essa relação promíscua que desponta no horizonte, entre os governantes e as concessionárias de serviços públicos, precisa ser contida a qualquer preço, pois do contrário os brasileiros acabarão endossando mais um descalabro patrocinado pelos parlamentares, que nem mesmo em sonho se preocupam com as necessidades daqueles que os elegeram.
O que se busca com esse projeto perigoso, que coloca a democracia a um passo do despenhadeiro, é viabilizar doações de campanha que garantam a permanência no poder de um grupo que em passos lentos e contínuos tem levado o País na direção de um regime totalitarista. Pode parecer excesso de preocupação por parte dos jornalistas do ucho.info, mas é preciso lembrar que a atual realidade brasileira já dá claros sinais que os ocupantes do poder trabalham para a instalação de uma “ditadura ideal”, como se esse tipo de regime pudesse ser assim classificado.

DILMA MANTÉM NO CARGO PETISTA INDICIADO PELA PF.

Por enquanto nada a estranhar quanto a estelionato, peculato e formação de quadrilha, tudo dentro de conformidade com o método de governar e manter o poder de comunistas do PT! E ainda mais quando temos um povo que assiste a tudo inerme, e isso não é coisa para fazê-los sair mais às ruas. Agora é hora deles darem continuidade, depois de uma possível "descondenação" dos Mensaleiros, coisa única nos anais do direito dos povos.

Do Coronel Leaks


O diretor indiciado pela PF já foi até candidato a cargo eletivo.
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) afastou ontem sete integrantes da cúpula do órgão no Paraná depois que a Polícia Federal deflagrou uma operação para conter desvios de um dos programas do Fome Zero. Por ora, contudo, a Conab manteve no cargo o diretor de Política Agrícola e Informação Sílvio Porto. Filiado ao PT desde 1995, ele prestou depoimento na PF e foi indiciado na terça por pelo menos três crimes: estelionato, peculato e formação de quadrilha.
De acordo com a Conab, a PF investiga irregularidades no Programa de Aquisição de Alimentos --que é parte do Fome Zero e faz compra direta e doação simultânea para a agricultura familiar. O órgão informou ainda que tem colaborado com a polícia desde 2011. O delegado responsável pela investigação, Maurício Todeschini, diz que há despachos do petista autorizando pagamentos para um dos 15 municípios investigados mesmo com suspeitas de que havia irregularidades.
A operação Agro-Fantasma foi deflagrada ontem pela PF e mobilizou cerca de 200 policiais que cumprem 92 mandados no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Dos 92 mandados, 11 eram de prisão --foram todos cumpridos. A PF ainda prendeu mais três pessoas por porte ilegal de armas. Também foram cumpridos 37 mandados de busca, 37 de condução coercitiva e sete de afastamento cautelar do cargo. Ainda não há estimativa do rombo que a quadrilha causou aos cofres públicos.
Depois de dois anos de investigação, a polícia identificou um grande esquema que desviou recursos de um dos programas do Fome Zero. De acordo com o delegado, foi constatada a simulação de produção e entrega de alimentos feitas pela Conab em diferentes cidades. "A Conab sabia das irregularidades e fazia relatórios falsos para continuar distribuindo dinheiro do programa", afirmou Todeschini. A operação indiciou até o momento 58 pessoas por 11 crimes, entre os quais apropriação indébita, falsidade ideológica e estelionato. (Folha de São Paulo)

CHE GUEVARA, O MONSTRO ASSASSINO GLAMOURIZADO PELOS SEUS CÚMPLICES COMUNISTAS E PELOS IDIOTAS DE TODOS O GÊNEROS.

Postado in Aluizio Amorim

                                                  
Este filme revela a faceta cruel de um assassino sanguinário: Ernesto "Che" Guevara, consagrado como herói pelos comunistas ajudados pela idiotia politicamente correta.

Portanto, quando você estiver perante alguém que defende esse monstro assassino, você está frente a um assassino. Quem usa camisetas estampadas com a figura de Che Guevara, é um criminoso, cúmplice de um dos maiores assassinos que história do continente latino-americano.

E quando uma pessoa sabe que o PT faz parte do projeto comunista cubano e faz vistas grossas, faz que não vê e não sabe, e na eleição vota no PT, esse tipo é um porco assassino, um verme como todos os comunistas.

O REINO DOS CÉUS E O BRASIL DE LULA 2015

publicado no Alerta Total
 
Por Milton Pires
Do ponto de vista histórico, devemos buscar as raízes do pensamento marxista na economia política inglesa, no socialismo utópico francês e no materialismo histórico alemão. Causa perplexidade observar como é possível que em 2013 uma ideologia tão distante das fundações do Brasil possa fazer sucesso tão grande por aqui.

Talvez mais adequado seja perceber que nada daquilo que escrevi no início do texto chega até a sociedade brasileira da forma original. A noção do Estado interventor na economia, a ideia de um regime messiânico e a proposta de um entendimento científico da realidade adquiriram no nosso país cores muito mais suaves.

Governa-se através de lemas. Administra-se por meio de slogans. Vivemos no Brasil o império da baixa cultura, do senso comum, da vulgaridade e da redução do pensamento aos níveis mais primitivos capazes de firmar o necessário consenso – imperativo categórico dos Estados Totalitários.

Excluindo-se o ateísmo e a noção de que a história tenha regras próprias – tão caros ao materialismo dialético, é possível afirmar que a “nova realidade”...o “novo mundo” que o Partido dos Trabalhadores trouxe ao Brasil adapta-se de forma patética aos velhos princípios de intervencionismo estatal inglês e as noções quase religiosas de Saint-Simon a respeito da “sociedade ideal”.

É muito triste perceber que, nesse processo de distorção-modernização, o Catolicismo brasileiro prestou-se a um deplorável papel.  Frei Betto, frei Leonardo Boff e tantos outros representantes da Igreja nos anos 70 e 80 contribuíram, e muito, para gênese dessa aberração política chamada Partido dos Trabalhadores. Uma vez garantido seu acesso ao poder, o PT conseguiu, através de planos como Bolsa Família, Cotas Raciais e agora o Mais Médicos colocar em prática tudo aquilo que padres que viam em Che Guevara um novo Jesus Cristo queriam.

Até certo ponto, não deixa de ser cômico ver a Igreja Brasileira inteira escandalizar-se com movimentos como a Marcha das Vadias ou as barbaridades protagonizadas pelos militantes gays no nosso país. Tivesse ela, Igreja, capacidade para reconhecer seus erros e assumiria abertamente a falta que foi permitir que a mensagem desses falsos profetas dos anos 80 chegasse aos fiéis.

Afirmo que, mais do que qualquer outro país que tenha vivido num regime comunista, o movimento revolucionário no  Brasil fez uma união impressionante entre o Marxismo e a religião cujos efeitos estamos sentindo até hoje e cuja capacidade de transformar petismo em lulismo vai justificar a permanência do PT no poder durante muitos anos.

Declaro a urgência de que a Igreja brasileira manifeste-se abertamente contra a figura do ex-presidente. Peço que ela desfaça na cabeça e na alma simples do povo a confusão demoníaca que existe entre pobreza, sofrimento e boas intenções. Nada pode ser mais perigoso! Nada pode ser mais injusto!

Duvido existir algo mais necessário do que derrubar a idéia de que os “pobres são honestos e os ricos são corruptos”.Foi isso que elegeu o PT! É nisso que a população continua acreditando e se isso não mudar a vitória dessa gente em 2014 está, mais uma vez, garantida.

Não acreditem em campanhas pela internet nem percam tempo divulgando escândalos perante uma sociedade que opera com um nível cognitivo de crianças ...que sustenta-se – ela mesma – em noções maniqueístas fundadoras de uma cultura católica muito anterior ao advento do PT. Ou se faz isso; ou Lula há de continuar sobrevivendo como santo no inconsciente coletivo de uma gente que parece ter saído das páginas de Casa Grande e Senzala.

Meus amigos, a Igreja tem com o povo desse país uma dívida recente gigantesca. Ela permitiu aqui uma mistura demoníaca entre marxismo e religião que não tem precedente na história mundial. Sobre a vontade dela, Igreja, de corrigir-se afirmo que é “mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que nossos cardeais e bispos mostrarem a esse povo que o reino dos céus não vai ser no Brasil de Lula em 2015”.

Milton Simon Pires é Médico.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

IVES GANDRA, O GRANDE TRIBUTARISTA AGORA DÁ PALPITES EM DIREITO CRIMINAL APENAS SOBRE OS CRIMES PRATICADOS PELOS SEUS AMIGOS

O BRASIL DO PT NÃO QUER A EXXON E A CHEVRON AMERICANAS. PREFERE TOMAR CALOTE DA PDVSA VENEZUELANA

E quanto a "imperialismo" a preferencia é sempre pelo Chinês, que ganhou a maior fatia da partilha do pré-sal até agora.
 
do Coronel Leaks

ppg
Eduardo Campos, Chávez e Dilma comemorando. Só um tinha motivos para isso. O caloteiro Chávez. Os outros três deveriam ser processados por formação de alguma coisa.
 
Há pouco mais de seis anos, no dia 5 de setembro de 2007, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva já recebia uma sinalização clara da PDVSA em relação ao projeto da refinaria de Abreu e Lima. Debaixo de chuva e pisando na lama, ele e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, lançaram as obras da refinaria, que está sendo erguida a 50 km ao sul do Recife, no Complexo Portuário de Suape. Diretores da estatal venezuelana, declarada sócia do empreendimento, foram convidados para a solenidade, mas se limitaram a agradecer pelo convite.
 
Já naquela ocasião, o então presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, foi obrigado a dizer que a unidade seria construída independentemente do aporte venezuelano. De lá para cá, governo federal e a Petrobras insistiram em manifestar a viabilidade da sociedade, apesar das evidências cada vez maiores de que o negócio, firmado com o presidente venezuelano Hugo Chávez, naufragara.
 
Há pouco mais de um mês e agora como ex-presidente da estatal, Gabrielli afirmou que a parceria não sairia do papel. Na época, a Petrobras não comentou as declarações. Agora o Valor apurou que o fim do sonho já tem até data marcada. A partir de 1º de novembro, Abreu e Lima deixará de existir como empresa e será incorporada como unidade de negócios da Petrobras. Novamente a estatal não quis comentar.
 
A ida do empreendimento para Pernambuco foi conhecida em fevereiro de 2005, após uma "dica" da então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, que deixou escapar a jornalistas o destino da refinaria. A unidade teria capacidade para processar 200 mil barris diários de petróleo oriundo da Bacia de Campos, no litoral fluminense, e da Bacia do Orinoco, na Venezuela. O investimento previsto era de US$ 2,5 bilhões, com inauguração esperada para 2010.
 
Seis meses após o lançamento da pedra fundamental, Chávez viajou a Pernambuco e visitou o canteiro, mas não assinou o acordo de acionistas de Abreu e Lima. Chávez e Lula firmaram só um acordo de associação, pelo qual a Petrobras teria 60% da refinaria e a PDVSA, 40%. Coincidência ou não, três meses antes do encontro em Pernambuco, a Petrobras decidira reduzir de 40% para 10% a sua fatia na exploração do campo de Carobobo, na Venezuela, negócio que também tinha a PDVSA como sócia. A brasileira alegou custos elevados.
 
No dia em que Lula e Campos deram início às obras, o valor do empreendimento já era maior: US$ 4,5 bilhões. Desde então, a refinaria enfrentou uma série de contratempo, como greves, aditivos contratuais, falta de garantias econômicas por parte da PDVSA e indicações de superfaturamento pelo Tribunal de Contas da União. Os números mais recentes informados pela Petrobras apontam para um custo superior a US$ 17 bilhões e quatro anos de atrasos. A estimativa mais atualizada é que a primeira fase de refino entre em operação em novembro de 2014.
 
A oficialização do divórcio com a PDVSA deverá representar ainda mais custos ao projeto, que já foi classificado pela atual presidente da Petrobras, Graça Foster, como exemplo a não ser seguido. Em abril, o diretor de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza, disse que, confirmada a desistência do parceiro, a adaptação necessária custaria em torno de 5% do total do projeto. Pelos valores atuais, cerca de US$ 850 milhões.
 
Mais recentemente, em maio, a presidente da Petrobras se reuniu com o atual presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, a quem disse que gostaria de ter a PDVSA como sócia. "Seria realmente bom que a PDVSA viesse. Mas estamos fazendo a refinaria, independentemente da PDVSA", disse Graça, após participar de uma audiência na Câmara dos Deputados.
 
Além da refinaria em Pernambuco e da exploração no campo de Carobobo, Lula e Chávez firmaram uma série de outros acordos entre as estatais petrolíferas, como uma fábrica de lubrificantes em Cuba, associação para transporte marítimo de petróleo e uma unidade produtora de fertilizantes, entre outras. Da sociedade imaginada para a refinaria, ficou apenas a homenagem ao general pernambucano José Inácio Abreu e Lima, famoso na Venezuela por ter lutado ao lado Simon Bolívar, herói no país de Chávez. (Valor Econômico)

CELSO ARNALDO: MESMO DEPOIS DA REFORMA, O TREMA CONTINUA SENDO UM PROBLEMA PARA DILMA, ESPECIALMENTE ONDE NUNCA EXISTIU: A PRESIDENTE ABRE SEU STAND-UP NA ONU APRESENTANDO CONDOLÊNCIAS AO POVO DO QÜÊNIA

  CELSO ARNALDO ARAÚJO
E ela abriu pela terceira vez a Assembleia Geral da ONU, a de número 68, tradição de presidentes brasileiros desde 1948. Como sempre, preparadíssima. Assim que chegou a Nova York na manhã desta segunda-feira, segundo todos os grandes portais brasileiros de informação, que compraram à vista a justificativa da assessoria de mistificação da Presidência para o sumiço de Dilma, trancou-se em sua suíte no Saint Regis, no coração de Manhattan, “para dar os últimos retoques” no discurso que faria à tarde, passando novo pito nos espiões de Obama.
Mas, antes de chegar ao Spygate, havia uma pequena armadilha no texto escrito por Marco Aurélio Garcia e pelo chanceler Luiz Alberto Figueiredo Machado, para ela ler na ONU.
Segundos antes, já a menção a Antígua e Barbuda ─ “país que integra o Caribe tão querido no Brasil e em nossa região”, terra do embaixador John Ashe, que presidia a sessão ─ tinha sido um perigo, superado de raspão.
Mas eis que o Quênia aparece de repente no teleprompter ─ graças aos sanguinários somalis da Al-Shabab, que colocaram o país de novo na ordem internacional. O Quênia surge no discurso, porque a presidente achou por bem condenar o atentado no shopping de Nairóbi e exprimir condolências e solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e ao governo do país. E o Quênia foi um problema mais silábico do que diplomático para Dilma, como se verá aos 1:16 do vídeo. Ela parece ter se dado conta do barbarismo, mas o Qüênia da primeira tentativa foi chancelado na segunda.
Dilma sairia da assembleia geral, triunfalmente, sem saber que o povo do Quênia ─ Kenya em inglês e com k na maioria das outras línguas ─ não merecia esse trema imaginário. Mesmo porque, o Qu é coisa nossa. Nunca, em tempo algum, em qualquer idioma, alguém havia ousado tanto ─ até o dilmês ser ouvido naquele recinto babélico.
Mas o trema, como a crase, não foi feito para humilhar ninguém ─ principalmente onde nunca existiu. E, de fato, Dilma superou o tropeço e se manteve firme na condenação ao atentado. Foi muito bom saber dela, logo em seguida, numa resposta dura aos guerrilheiros do Al-Shabab:
“Jamais transigiremos com a barbárie”.
O resto do discurso, noves fora o trecho que sataniza “a interceptação ilegal de informações”, foi dirigido aos beneficiários do Bolsa Família, quase todos potencialmente ligados na abertura da Assembleia Geral da ONU com seus iPads e smartphones ─ enfim, a aldeia global preconizada há 40 anos por Marshall McLuhan ─ para ouvir Dilma, em plena ONU, fazer campanha para um governo que dá lição ao mundo em matéria de justiça social, eficiência administrativa, honestidade, geografia e gramática.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ESCALADA DA VIOLÊNCIA E RACISMO ASQUEROSO - "BLOG DA DILMA" ATACA JOAQUIM BARBOSA E ASSOCIA IMAGEM DO PRESEIDENTE DO SUPREMO À DE UM MACACO. A IMAGEM ESTÁ NO AR HÁ QUATRO DIAS. TANTO O PLANALTO COMO OS MOVIMENTOS NEGROS ESTÃO MUDOS

Leitores enviaram o link. Custei a acreditar. Mesmo tendo acessado a página, pensei em alguma forma de molecagem, feita à revelia dos organizadores do blog. Mas quê! Era tudo verdade. Um troço chamado “Blog da Dilma”, que se intitula “O maior portal da Dilma Rousseff na Internet”, tinha feito mesmo o que se vê abaixo: uma montagem em que a imagem do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, aparece associada à de um macaco. Vejam imagem da página, com a respectiva URL. Volto em seguida.
O texto reproduz, com todas as crases, um post do site petista “247”, que traz uma opinião — positiva, é claro! — de Luiz Eduardo Greenhalgh sobre o voto de Celso de Mello. O “Blog da Dilma”, no entanto, não se contentou com a simples reprodução porque, sei lá, talvez tenha achado que ainda era pouco, que faltava picardia à coisa. E teve, então, uma ideia: por que não compor a imagem de Joaquim Barbosa com a de um chimpanzé?
Os limpinhos e os sujos
É impressionante o que se verificou neste fim de semana. A Folha traz uma entrevista do dito “direitista” Ives Gandra (ainda volto a ele) assegurando que não há provas contra José Dirceu. No Estadão, o mensaleiro condenado João Paulo Cunha afirma que Barbosa fala “bobagem” e que quer sentar em sua cadeira; na TV Folha, o advogado de Dirceu diz o que pensa do julgamento (adivinhem o quê…); na Folha Online, outro professor da USP faz considerações que tentam minimizar a importância do julgamento, critica a transmissão ao vivo das sessões do Supremo e aproveita a oportunidade para atacar, claro!, Gilmar Mendes.
Não obstante, os petistas propagam aos quatro ventos que a “mídia” persegue o partido e seus líderes. Sabem que a acusação surte efeito. Parte considerável da imprensa tenta, então, provar aos críticos que eles estão errados; torna-se sua refém. Alguém da legenda grita: “Do mensalão mineiro, ninguém fala nada!!!”. Pronto! O assunto já entra na pauta. Até as autoridades se sentem compelidas a provar ao STPT — o Supremo Tribunal do Partido dos Trabalhadores — que são isentas. Rodrigo Janot, como vimos, em entrevista ao Estadão, afirmou que “pau que dá em Chico dá no Francisco”, antecipando, parece, o conteúdo do seu trabalho. Escrevi a respeito dessa declaração infeliz de Janot.
A esgotosfera
Observem que a onipresença dos defensores de mensaleiros na imprensa, neste fim de semana, é apenas a face mais “limpinha” do jogo pesado. A sujeira fica por conta de páginas como o tal “Blog da Dilma”, que foi criado durante a campanha eleitoral. O Planalto sempre pode alegar que não tem nada com isso, que o nome da presidente está sendo usado sem sua autorização etc. É mesmo? E por que, então, a soberana não manda que parem de fazer isso?
Eles não têm mesmo limites. O linchamento a que foram submetidas cinco atrizes — Carol Castro, Rosamaria Murtinho, Nathalia Timberg, Suzana Vieira e Bárbara Paz — porque ousaram posar de negro, como sinal de luto pelos seis votos do STF em favor dos infringentes, evidenciou quão organizada é a máquina. E olhem que a campanha eleitoral nem começou ainda.
Os sujos acusam a “mídia” — que eles dizem ser antipetista (este fim de semana demonstra que essa é outra mentira escandalosa; ao contrário, no geral, ela é favorável ao PT) — de destruir reputações ao apenas noticiar o que está em curso. O caso das atrizes e, agora, de Barbosa evidencia quem recorre a esse expediente. A verdade é que os criminosos decidiram disputar a opinião pública com os defensores da lei.
Racismo escancarado
Todos sabem que uma das expressões mais estúpidas do preconceito contra os negros é associá-los a macacos. Não há leitura alternativa para isso. Obviamente, não se trata de uma peça de humor. O cantor Alexandre Pires teve problemas com o Ministério Púbico por causa de um videoclipe em que alguns dançarinos caracterizados de gorilas eram exibidos como símbolo de vigor sexual. Não entro no mérito estético da coisa, mas é evidente que não se procurava associar a cor da pele aos animais.
Mas e o que se vê acima? O que se pretende com aquela montagem? Ainda que seu autor fosse um petista negro, o caráter racista não se dissiparia porque é evidente que a montagem estaria a açular o racismo que anda por aí. Até agora, os movimentos negros, PARA NÃO VARIAR QUANDO SE TRATA DE MANIFESTAÇÃO PRECONCEITUOSA ORIUNDA DA ESQUERDA, não disse uma palavra. O Planalto e Dilma também estão de bico fechado. A governanta, aliás, permite que seu nome seja usado nessa página para as piores barbaridades.
O pelotão de fuzilamento do petismo não perdoa a reputação de ninguém: tenta matar mesmo. E conta com uma rede gigantesca para isso, parte dela financiada por estatais e por gestões petistas municipais e estaduais. A Prefeitura de São Paulo, na gestão de Fernando Haddad, diga-se, tornou-se uma notória financiadora de blogs sujos a serviço de mensaleiros. Dá para entender por que tanta gente, de súbito, passou a questionar o crime de formação de quadrilha.
Por Reinaldo Azevedo