O que deveria ser feito, isso sim, era uma maior progressão do IRPF e uma fiscalização e rastreamento da ascensão de grandes fortunas e jogar duro contra a abertura de empresas nesse país, exigindo demonstração real do capital e das declarações do IRPF e do valor dos imóveis declarados no patrimônio, evitando-se a proliferação dos chamados "laranjas". Mas isso é tudo que eles não querem meter a mão!
j.a.mellow
LEITOR JOSÉ PADILHA
DE SÃO PAULO (SP)
O centro das atenções, no momento, é a reforma política, que é
obviamente importantíssima, embora a imprensa, que sempre alardeou a sua
necessidade, prefira criticar as iniciativas da presidente, a única,
diga-se, que dela se ocupou.
DE SÃO PAULO (SP)
Porém, outra reforma de suma importância não vem sendo lembrada por ninguém, mas deveria fazer parte da pauta das ruas. Falo da reforma tributária, mas não daquela que a imprensa sempre trata e diz ser essencial, e sim de uma mudança da tributação que promova a justiça social e contribua para a redução das desigualdades.
É premente que o consumo de bens de luxo seja fortemente tributado, assim como as grandes propriedades. Que seja criado, como manda a Constituição, um imposto sobre grandes fortunas e grandes heranças. Que o Imposto de Renda das pessoas físicas tenha alíquotas maiores e progressivas, taxando pesadamente os que ganham muito, como acontece em qualquer país desenvolvido. Somente uma reforma desse tipo permitiria atender aos reclamos do Movimento Passe Livre, mas parece que os líderes do movimento ainda não perceberam.
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