Vale a pena ser lido esse excelente artigo do Guilherme Fiuza, mas vai valer mesmo é se todos resolverem se livrar dessa carinha de brasileiro otário!
J.A.MELLOW
Sorria, você está sendo roubado, por Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza, O Globo
O “Financial
Times” disse que o
jeitinho brasileiro chegou ao comando da política
econômica. O jornal britânico se referia à solidariedade entre os
companheiros Fernando Haddad e Guido Mantega, num arranjo para que a
prefeitura de São Paulo retardasse o aumento nas tarifas de ônibus,
ajudando o Ministério da Fazenda a disfarçar a subida da inflação.
A
expressão usada pelo “Financial Times” é inadequada. Os britânicos não
sabem que esse conceito quase simpático de malandragem brasileira está
superado.
O profissionalismo do governo popular não mais comporta
diminutivos.
No Brasil progressista de hoje, os números dançam
conforme a música. E a maquiagem das contas públicas já se faz a céu
aberto:
o império do oprimido perdeu a vergonha.
No fechamento do
balanço de 2012, por exemplo, os companheiros da tesouraria acharam por
bem separar mais 50 bilhões de reais para gastar. Faz todo o sentido.
Este ano as torneiras têm que estar bem abertas, porque ano que vem tem
eleição e é preciso irrigar as contas dos aliados em todo esse Brasil
grande. A execução do desfalque no orçamento foi um sucesso.
Entre
outras mágicas, o governo popular engendrou uma espécie de
“lavagem de
dívida” para fabricar superávit. Marcos Valério ficaria encabulado.
O
Tesouro Nacional fez injeções de recursos em série no BNDES, que por
sua vez derramou financiamentos bilionários nas principais estatais, e
estas anteciparam sua distribuição de dividendos, que apareceram como
crédito na conta de quem? Dele mesmo, o Tesouro Nacional — o único ente
capaz de torrar dinheiro e lucrar com isso.
Ao “Financial Times”, seria preciso esclarecer: isso não é jeitinho, é roubo.
A
“contabilidade criativa” — patente requerida pelos mesmos autores dos
“recursos não contabilizados” que explicavam o mensalão —
não é vista
como estelionato porque o brasileiro é um amistoso, um magnânimo,
deslumbrado com seu final feliz ao eleger presidente uma mulher
inventada por um operário. Não fosse isso, era caso de polícia.
A
falsidade ideológica nas contas do governo Dilma rouba do cidadão para
dar ao governo. Ao esconder dívidas e “esquentar” gastos abusivos, a
Fazenda Nacional fabrica créditos inexistentes — que serão pagos pelos
consumidores e contribuintes, como em toda desordem fiscal, através de
impostos invisíveis. O mais conhecido deles é a inflação.
Em
outras palavras: o jeitinho encontrado pelo companheiro-ministro da
Fazenda para maquiar a inflação é um antídoto contra o jeitinho por ele
mesmo usado para aumentar a gastança pública.
O maior escândalo
não é a orgia administrativa que corrói os fundamentos da estabilidade
econômica, tão dificilmente alcançada. O grande escândalo é a
passividade com que o Brasil assiste a isso, numa boa.
Se distrai
com polêmicas sobre “pibinho” ou “pibão”, repercute bravatas
presidenciais sopradas por marqueteiros, e não reage ao evidente aumento
do custo de vida, aos impostos mais altos do mundo que vêm
acompanhados, paradoxalmente, por recordes negativos de investimento
público. A bandalheira fiscal é abençoada por um silêncio continental.
Nem a ditadura conseguiu esse milagre.
No auge da era da
informação, o Brasil nunca foi tão ignorante. Acha que as baixas taxas
de desemprego — fruto de um ciclo virtuoso propiciado pela organização
macroeconômica — são obra de um governo com “sensibilidade social”.
Justamente
o governo que está avacalhando a estabilização, estourando a meta de
inflação e matando a galinha dos ovos de ouro.
Esse Brasil obtuso acha
que as classes C e D ascenderam ao consumo porque o que faltava, em 500
anos de história, era um governo bonzinho para inventar umas bolsas e
distribuir dinheiro de graça.
Esse mal-entendido pueril gera uma
blindagem política invencível. Os passageiros que assaram no Galeão e no
Santos Dumont, no vergonhoso colapso simultâneo de dezembro, são
incapazes de relacionar seu calvário ao caso Rosemary — a afilhada de
Lula e Dilma que protagonizou o escândalo da Anac, por acaso a agência
responsável pela qualidade dos aeroportos.
O governo popular
transforma as agências reguladoras em cabides para os companheiros e
centrais de negociatas, e o contribuinte sofre com a infraestrutura
depenada como se fosse uma catástrofe natural, um efeito do El Niño.
Novamente, nem os generais viveram tão imunes à crítica.
Com a
longevidade do PT no Planalto, o assalto ao Estado vai se sofisticando. A
área econômica, que era indevassável à politicagem, hoje tem a
Secretaria do Tesouro devidamente aparelhada — um militante do partido
com a chave do cofre. E tome contabilidade criativa.
Definitivamente,
o Brasil não aprendeu nada com a lição do mensalão. Os parasitas
progressistas estão aí, deitando e rolando (de tão gordos), rumo ao
quarto mandato consecutivo.
Não contem para o “Financial Times”,
mas a conta vai chegar.
Guilherme Fiuza é jornalista
Mas como se não bastasse tem aí o Islã que virá para preencher essa lacuna que o Ocidente está deixando aberta.
Vamos ter muito cuidado com essa comunistada, que eles já praticaram muita irresponsabilidade pelo mundo!
J.A.MELLOW